Os suplementos alimentares são preparações destinadas a
complementar a dieta e fornecer nutrientes, como vitaminas, minerais, fibras,
ácidos graxos ou aminoácidos, que podem estar faltando ou não podem ser
consumida em quantidade suficiente na dieta de uma pessoa.
O uso de suplementos cresce no mercado e milhares de pessoas
buscam esse tipo de produto na esperança de mais saúde, beleza e rendimento. As
promessas de resultados feitas pelos fabricantes geralmente não possuem
qualquer respaldo científico ou são embasadas em pesquisas encomendadas.
Burke & Read classificam os suplementos em duas grandes
categorias: os suplementos dietéticos e os auxiliadores ergogênicos.
Os suplementos dietéticos são similares aos alimentos em
relação aos nutrientes fornecidos, são produtos práticos para ingestão durante
atividade, podem servir como auxiliares no aumento do consumo energético ou do
aporte vitamínico-mineral. Entre eles estão: as bebidas esportivas (com CHO e
eletrólitos), os suplementos com alto teor de CHO (como os geis de CHO), os
multivitamínicos, vitamínicos, suplementos minerais, refeições líquidas e os
suplementos à base de cálcio.
Por eliminação, o restante das sustâncias ingeridas de forma
suplementar a alimentação seria considerado auxiliador ergogênico.
Os suplementos dietéticos não promovem aumento de
desempenho. O resultado melhor na performance seria uma consequência da
capacidade em atender uma demanda nutricional. Ou seja, o atleta não ficaria
mais forte ou mais rápido devido ao suplemento, mas conseguiria manter-se em
atividade mais tempo, por exemplo.
Já o auxiliador ergogênico teria a capacidade de aumentar a
performance, fornecendo substâncias que fisiologicamente não fariam parte da
demanda nutricional.
Outras classificações surgiram e alguns autores classificam
todos os suplementos como sendo ergogênicos porque de uma forma ou de outra
eles auxiliam na performance.
Na verdade a grande diferenciação que se deve fazer é:
existem substâncias que podem agir alterando processos metabólicos e genéticos
diferentemente dos alimentos e existem produtos que simplesmente fornecem os
nutrientes que normalmente viriam da alimentação de outra forma. É a linha que
divide o que seria considerado suplementação nutricional do que se aproxima do
doping.
Dessa forma, quem consome suplementos e participa de eventos
esportivos, deve estar atento para o conteúdo REAL do suplemento para não
ingerir substâncias proibidas, fato que já ocorreu com atletas importantes, que
foram condenados por doping e que depois provou-se que a substância provinha de
produtos comercializados como “suplementos alimentares”.

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