Variações pelas horas do dia
Quando acordamos e durante o
decorrer do dia, nosso desempenho melhora até um limiar (12:00 às 21:00), sendo
que, a partir de certo ponto, começa a decair. Alguns estudos mostram que o
melhor condicionamento físico ocorre em treinos realizados no final da tarde e
início da noite, podendo ser mais seguro e causar menos desconforto.
Tipo de exercício
De acordo com algumas pesquisas,
os exercícios de flexibilidade tem uma resposta melhor nos horários de 12:00
até 24:00. Já os exercícios de força muscular, potência anaeróbia e esforços
explosivos, atingem o melhor desempenho no final da tarde e período da noite,
talvez porque o desempenho noturno pode ser atribuído a uma maior tolerância a
altas intensidades e uma correlação com a maior temperatura corporal.
Pode-se observar que os recordes
mundiais nos esportes são usualmente quebrados por atletas competindo no início
da noite, exatamente no horário no qual a temperatura corporal é maior.
Um estudo observando a percepção
de esforço notou que nas intensidades abaixo do limiar ventilatório esta foi a
mesma tanto pela manhã quanto no período da tarde. Porém, acima do limiar a
taxa do trabalho foi percebida como menos cansativa no período da manhã, sendo
que cerca de 20% dessa diferença pode ser explicada pela menor demanda
ventilatória nesse período.
Individualidade biológica |
cronotipo
Matutino, vespertino ou
intermediários, parecem não influenciar no desempenho físico. Porém, comparando
o cronotipo de indivíduos matutinos e vespertinos, os matutinos tem tem um pico
de temperatura corporal mais cedo que os vespertinos, sendo que o alerta nos
matutinos diminuem após o almoço e também há uma queda do desempenho físico. Já
o consumo de oxigênio dos vespertinos parece ser maior de noite.
Sono
Já sabemos que o sono é
importantíssimo para a recuperação. Uma noite bem dormida traz diversos
benefícios. Se você tem dificuldade para dormir, evite praticar exercícios
intensos antes de se deitar, pois estes exercícios liberam adrenalina e atrasam
a liberação de melatonina, dificultando o sono.

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