Este assunto que
acontece muitas vezes dentro da academia, é um assunto bem delicado. Quando os alunos demonstram esses sintomas, a
primeira impressão por eles apresentados, é que ocorreu uma queda na pressão
arterial. Porém muitas vezes ao medi-la,
vem a surpresa, está normal. Então o que acontece? Vamos falar aqui.
A causa provável
do mal-estar e tontura, quando a pressão arterial está normal, é uma
hipoglicemia que tem sintomas muito semelhantes ao da pressão baixa, mas ocorre
pela queda dos níveis de açúcar no sangue.
O exercício
físico usa açúcar como fonte primária de energia, causando uma queda natural em
seus níveis. Se somados à má alimentação e até mesmo ao jejum, que alguns
alunos decidem fazer com o objetivo de emagrecer, o corpo transmite sinais, de
que algo vai muito mal.
Não podemos esquecer
que diante da escassez de alimentos o corpo pode entrar em um estado de
"racionamento de energia", diminuindo o gasto energético, devemos
lembrar que a quantidade de energia gasta após a atividade, não é
necessariamente relacionada à queima de gordura, mas sim à sua intensidade (CALLES-ESCANDON
et al, 1996; LEE et al, 1999). Esse assunto, já foi esclarecido no artigo:
“Jejum intermitente auxilia ou interfere nos treinamentos”? Mas enfim, o que podemos
entender, é que muitas pessoas passam mal, devido ao jejum.
Outra coisa
que temos que levar em consideração, é até onde nosso corpo pode ir, ou seja,
podemos passar mal ao chegar no limite, e pior ainda, se o ultrapassarmos. A
fadiga é um mecanismo de defesa atuando na prevenção de alguma deterioração de
determinadas funções orgânicas e celulares, antecipando possíveis lesões
celulares irreversíveis e numerosas lesões esportivas (SANTOS, 2003). Entretanto,
quando esse repouso não é adequado, pode haver sintomas indesejados como
náuseas, desmaios, vertigens, vômitos; já que treinos muito intensos com curtos
períodos de intervalos de descanso aumentam consideravelmente as taxas de
concentração de lactato no sangue, havendo um grande estresse para o corpo.
(BACURAU, 2009).
Resumindo, as
pessoas costumam a não acompanhar uma ficha de treinamento, e muito menos as
indicações dos profissionais de Educação Física. Podendo assim aderir
atividades, métodos e intensidades inadequadas para seus possíveis
treinamentos.
Referências:
BACURAU, Reury Frank; NAVARRO, Francisco; UCHIDA, Marco
Carlos. Hipertrofia , hiperplasia: fisiologia, nutrição e treinamento do
crescimento muscular. 3. Ed.
São Paulo: Phorte, 2009.
CALLES-ESCANDON
J, DEVLIN JT, WHITCOMB W, HORTON ES. Pre-exercise feeding does not affect
endurance cycle exercise but attenuates post-exercise starvation-like response.
Med Sci Sports Exerc 1991. SANTOS, M. G, DEZAN, V.H., SERRAF T. A. Bases metabólicas da
fadiga muscular. Rev. Bras Ciênc Mov .11(1):7-12, 2003.
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